domingo, 16 de agosto de 2015

Complicações de uma Cesárea. O parto de uma Obstetra.


Eu sou médica e obstetra e já assisti muitos partos normais e realizei muitas cesarianas durante a minha formação e carreira. Como qualquer mulher, eu sonhei e planejei a minha própria gestação. Uma gestação planejada e programada, primeiro neto e primeiro bisneto da família. Todos estavam muito felizes.

Fiquei na dúvida da via de parto, mas preferi cesariana. Me senti segura junto ao médico do pré-natal e que trabalhava com um amigo querido. A esposa deste amigo, que também é uma grande amiga, seria a pediatra da sala de parto. Então, meu parto já seria cheio de amor.

Com 36 semanas de gestação, o destino me deu uma baita surpresa. Meu avô materno, que era como um pai para mim, ficou doente. Foi para o CTI com uma infecção urinária, depois infecção pulmonar e, a partir deste ponto, entrou em coma induzido. Fiquei quase 20 dias da sua internação grávida, com  uma barriga enorme, pés inchados, do lado do leito dele. Morria de medo de entrar em trabalho de parto e não poder mais estar ali com meu avô. Até que, com quase 40 semanas, eu não aguentei. Mesmo com ele em coma, me despedi dele no sábado e comuniquei à família que faria a cesariana na segunda. Pedi para que ninguém me visitasse, para dar toda atenção ao meu avô. Fui para casa e dormi. Fui acordada com um telefonema que ele havia falecido. Ele me escutou e resolveu partir para assistir ao nascimento do bisneto em outro plano. Ele foi enterrado domingo e compareci contra a vontade de todos. Foi um dia de desespero para mim. Não gosto nem de lembrar...

Enfim, me foquei para o nascimento do meu filho amado, que seria no dia seguinte. Não tinha cabeça alguma para entrar em trabalho de parto. Me internei à noite, fiz jejum adequado e o parto foi lindo. Meus amigos em sintonia de amor, muito choro e emoção. Fui para o quarto e tentei dormir um pouco.


Até que começou o pesadelo.....


Comecei a sentir um peso na região da cicatriz e uma sensação estranha no corpo e pedi para a enfermagem olhar meus pontos. Eu mesma queria ver, sem incomodar ninguém, mas não deixaram. Chamaram meu amigo que me operou pois ele morava em frente ao hospital. Ele ao me examinar viu que havia um hematoma enorme e eu precisava ser reoperada com urgência. (complicação 1). Naquele mesmo dia, às 3 da manhã, eu entrei novamente no centro cirúrgico para desespero do meu marido e dos meus familiares. Fizeram a drenagem do hematoma e cauterizaram qualquer vaso que podia estar babando aquele sangue todo. No outro dia, eu me sentia bem. E pressionei para ter alta com 48 h de vida do meu pequeno.


Fui para casa na quarta-feira sem amamentar plenamente. Tenho mamoplastia redutora e isso estava dificultando (ou a cesariana? ou a outra cirurgia?). Passei a primeira semana como qualquer mulher pós parto, descabelada, tentando amamentar e me descobrir como mãe. Um eterno aprendizado. Meu filho chorava o dia todo e eu não percebia que era de fome porque eu não queria dar complemento e ficava o dia todo com ele no peito.  Associado a isso, eu estava com uma cicatriz que saía muita secreção e fui sentindo aumentar as dores no corpo e a fraqueza. Não conseguia mais tomar banho em pé e passei a fazer isso com auxílio de uma cadeira. Meu amigo veio aqui em casa me ver e me ajudava no curativo.

Como médica e obstetra eu sabia que tinha algo de errado.  Na segunda-feira seguinte, exatamente uma semana após o parto, fui ao meu obstetra (que era da equipe do meu amigo). E relatei que estava com muita dor à descompressão abdominal que significa possibilidade de infeção abdominal interna. Mas, como eu não estava com febre, ele não acreditou. Achou que era psicológico e pediu para eu aguardar mais um pouco. Pois eu tinha passado pela perda do meu avô e estava debilitada emocionalmente.

Voltei para casa e por conta própria comecei a tomar medicações analgésicas mais fortes e escrever um guia de cuidados com meu filho que eu gostaria que seguissem na minha ausência. Passei a madrugada com falta de ar, dor abdominal intensa, mas esperei amanhecer na terça-feira e liguei para o meu amigo que estava na minha cirurgia avisando que eu não aguentava mais e iria para uma emergência. Também liguei para outro amigo que trabalhava em uma das melhores emergências da minha cidade e avisei que eu estava indo. Minha mãe chegou lá em casa sem acreditar. Pedi para ela ficar do lado do meu filho sem largar sequer um minuto. Entrei no carro com meu marido e daí lembro somente de fatos picados.

Não conseguia respirar direito porque doía muito. Cheguei na emergência. Os médicos já me aguardavam porque receberam a ligação do meu amigo avisando. Entrei direto e já me colocaram na máscara de oxigênio e me deram medicação analgésica. Colhi exames de sangue e segui para uma ultrassonografia abdominal. Neste momento, vi que os meus amigos já estavam lá e meu obstetra também. Na ultra lembro de me falarem que eu não tinha nada. 

Chegaram os resultados do exame de sangue, que mostraram que a coisa estava feia. Bem feia. Uma infecção absurda. Sepse. (complicação 2). O caso era mais sério do que pensavam. Já começaram a falar de internação. Fiz a Tomografia. Mostrou focos de pus em todo abdome, derrame pleural bilateral. Lembro de sair da sala de exame e ver mais amigos ao meu redor porque eles foram chegando por lá para acompanhar o caso. Estavam incrédulos. E eu pensei nesta hora.... Estou morrendo.

Fui internada no CTI e passei a maior parte dos primeiros dias dormindo e lutando para respirar bem e sem dor. Gritando por medicação analgésica. Iniciaram antibiótico. E sempre que eu abria o olho tinha algum amigo médico ao meu lado. Fiz duas transfusões de sangue. E pensava... estou morrendo. Meu marido passava o dia todo lá comigo e só voltava para casa à noite porque não podia dormir lá. E minha mãe grudada no meu filho como uma leoa. Ela tinha acabado de enterrar o pai e estava perdendo a filha.  Meus sogros apoiando minha mãe e meu marido.
  
Enfim, fui vendo uma luz no fim do túnel e aos poucos fui melhorando. Fazia fisioterapia respiratória e já estava estável. Fui transferida para a semi intensiva e meu marido ficou comigo 24 h sem me largar. Acompanhava meu filho por foto.  Fiquei 7 dias e finalmente fui para o quarto já sem precisar de ajuda para respirar. E foram no total 15 dias de luta. Finalmente, recebi alta hospitalar e fui para casa.

Foi muito emocionante rever meu filho. Mas tive que me adaptar novamente a ideia de que eu era mãe. Foi como um novo nascimento. Não pude amamentar. Mas não me importava, estávamos juntos e bem. E ele crescia lindo e cheio de vida. 

Quando meu filho estava com 3 anos engravidei novamente e desta vez fiz meu próprio pré natal até 34 semanas. Todo mundo me perguntava se eu teria novamente uma cesariana. E esta resposta eu tinha na ponta da língua. SIM. Surpresa para vocês? Para mim a cesariana foi cruel, mas meu filho nasceu perfeito e com saúde. Sou mãe, enfrento o que for por ele.  Pedi para um outro amigo me operar e assim foi feito.  Minha filha nasceu linda e saudável e eu tive um pós operatório perfeito.




Sim cesariana tem riscos e eu mais do que ninguém sei disso. Foi uma escolha consciente. Mas cada um tem que saber o que acha melhor para o seu parto. E suas consequências.

O Visão de Ilitia tem a intenção de mostrar os dois lados, mostrando os riscos de cada tipo de parto. Para que mulheres possam fazer a sua escolha de forma lúcida e consciente. Em breve publicaremos informações para auxiliá-las nesse processo.


17 comentários:

  1. Relato emocionante. Eu tive uma cesária perfeita e fui muito criticada pela opção de parto. Cheguee a ouvir que "ainda bem que sua filha nasceu bem apesar da sua escolha". Acho triste que mulheres, mães, fiquem ofendendo umas as outras por conta da opção de cada uma. No final, o que é importa é o bebê nascer bem, e não como ele nasce. #partocomrespeito é parto feliz.

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  2. Meu Deus, quanta angústia ela deve ter sentido... Ela não estava em condições emocionais de passar por uma cirurgia naquele momento, estava sofrendo muito!

    Quanto a este trecho, "Mas, como eu não estava com febre, ele não acreditou. Achou que era psicológico e pediu para eu aguardar mais um pouco", acho que isso foi determinante. Não sou médica, nem sequer da área de saúde, mas penso que se esse médico tivesse pedido um exame de sangue, o agravamento da infecção teria sido evitado.
    Porém, passado é passado. O que interessa é que ela tem um futuro lindo pela frente, com duas crianças maravilhosas e saudáveis.

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  3. Nossa fiquei chocada pq Eu tive o mesmo problema que voce fiz uma cesariana do meu filho q hoje tem 8 meses e tive uma infecção e sentia fortes dores abdominais e febre no quinto dia do pos parto, tomei varios antibióticos fiz duas transfusões de sangue e a infecção nao sarava ate q fizeram uma ultra onde viram q tinha um hematoma na parede no meu utero de 12 cm fui reoperada novamente e dessa vez abriram a cavidade abdominal, uma laparotomia, fiquei uns 12 dias internada e meu filho tinha recebido alta e ficou em casa com minha mãe.Foi horrivel passar por isso achei q iria morrer mas graças a Deus eu sobrevivi e pudi cuidar do meu filho q é muito lindo e saudavel.Abraços pra vc.

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    1. Eu estou passando por isso 😭😭😭😭 mas Deus esta cmg

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  4. Muito emocionante mesmo. Relembrei minha história. Tenho gêmeas, nascidas em 30/08/2015 de 32 semanas, por cesária. E também tive complicações após a cesária, hematoma de parede abdominal, a dor era intensa, tive que fazer Laparotomia Exploratória no dia seguinte da cesária e fiquei três dias internada na UTI, num total de 15 dias de internação. Vi minhas meninas apenas no quarto dia após o parto, também não pude amamentar, mas agradeço a Deus por me permitir estar com minhas filhas.

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  5. Aplausos, aplausos e aplausos.

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  6. Passei pela msm coisa mas foram dois ematomas e como foi pelo SUS e sou uma "qualquer" minha falta d ar era "psicologica" e voltei pra casa mas tive q voltar, internei 11hr e fui aberta dnv as 18hr a dor era insuportavel e estou num quarto normal sem previsão d alta e correndo risco d ser aberta dnv, mas Deus é maior e essa prova vai passar

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    1. Valéria você está bem? Em oração por sua vida.

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  7. Nossaa. Eu passei por uma situaçao um pouco parecida. So que o meu hematoma nao se espalhou pelo corpo( que no seu caso aconteceu a sepse-infeccao generalizada). E hoje agradeço a Deus. O meu foi assim: tive parto cesareo dia 14/07/2016, com 3 dias fui liberada para casa, mas eu sentia umas dores no utero que achava q seria normal da cirurgia. Ate ai tudo bem. Dia 01/08/2016(18 dias depois do parto) comecei a dar hemorragia pela vagina, fui na ame e o medico ja me deu um encaminhamento para a maternidade se caso o sangramento persistisse. A tarde fui para a maternidade(eu, meu bebe, minha sogra e meu marido), chegando la nao havia vaga para fazer ultrassom naquele mesmo dia, Entao minha sogra procurou um ultrassonografista particular. Na hora em que o medico estava vendo as imagens da ultra ainda na tv, ficou um pouco em silencio e pediu q eu levantasse as maos para o céu agradecendo a Deus por estar viva com esse tanto de tempo com o hematoma preso no meu utero e por nao ter generalizado pelo corpo( que seria no caso a sepse). Disse q era um hematoma enorme. E mais um motivo para agradecer a Deus porque eu estava estavel, aparentemente bem. Minha sorte foi a hemorragia q causou pela vagina. Saimos de la voltamos direvoltamosa maternidade, e la assim que viram minha ultrassom: cancelaram as cirurgias q estavam marcadas e me aprontaram para fazer a cirurgia com urgencia. Graças a deus ocorreu tudo bem. Fique mais 12 dias no hospital e com meu bebe( eu com medo dele pegar uma infeccao hospitalar,rmas gracas a deus novamente ficamos bem), 12 dias tomando antibioticos,analgesico e aquele medicamento q esqueci o nome q é para soltar flatulencia.

    Graças a Deus deu tudo certo. Sai do hospital bem diferente da primeira cirurgia q foi a cesareana. E estou hoje contando minha historia. E cuidando do meu baby q hj tem um ano e cinco meses.

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  8. Tb passei por isso, logo após o parto já senti as dores qdo voltou da anestesia, fui liberada pro quarto e meu bebê estava na neonatal fiz 3 transfusão mais antibióticos e voltei ao centro cirúrgico foram quase 15 dias de internação e graças a Deus meu bebê ficou comigo mesmo estando no semi-intensivo. Que sofrimento, que dor... hj meu bebê tem 1a e 6m 😍

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  9. Tb passei por isso, logo após o parto já senti as dores qdo voltou da anestesia, fui liberada pro quarto e meu bebê estava na neonatal fiz 3 transfusão mais antibióticos e voltei ao centro cirúrgico foram quase 15 dias de internação e graças a Deus meu bebê ficou comigo mesmo estando no semi-intensivo. Que sofrimento, que dor... hj meu bebê tem 1a e 6m 😍

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  10. Passei por tudo isso em 2014,tive febre e um tremendo descaso do médico mas um anjo em outro hospital se responsabilizou e reabriu onde estava o hematoma,estou hj exatamente a 4 anos e 3 dias sentido dor no dia de hoje estou com muita dor,tenho medo de passar por todo aquele pesadelo novamente,pois foi traumatizante adquiri a síndrome do pânico,estou desesperada de dor e aqui nenhum médico quer investigar para não comprometer o médico que fez minha cirurgia, minha barriga incha ficou dolorida onde tava o hematoma,rezo que isso não me de complicações.

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Ola. Em 2011 foi me feita a primeira cesarea onde correu tudo bem. Em fevereiro 2019 foi me feita a segunda. A cesarea correu bem o meu filho estava bem mas no Dia a seguir eu nao aguentava as dores abdominais o cirurgiao dizia k Era normal mas eu nao aguentava com tanta dor
    e com muita insistencia minha ele la me fez alguns exames onde viu k eu tinha um enorme hematoma e la voltei para o bloco operatorio onde retiraram o hematoma e prosseguiram com os restantes procedimentos, tudo se passou mais ao menos igual ao k voce referiu no texto só k o cirurgiao nao Era nada simpatico e ainda disse k a culpa tinha sido minha mesmo sem eu me poder mexer. Nao me deu explicaçoes do k se tinha passado. Kuando estava de Saïda do hospital apenas me disse k eu nao poderia voltar a ingravidar pk seria muito arriscado para mim e para o bébé. O k eu gostaria de saber Era se um hematoma deixa assim sequelas ao ponto de nao poder ingravidar de Novo. Tambem gostava de saber kuanto tempo pode demorar a recoperaçao pk eu ainda tenho a barriga mto dura e algumas dores. Obrigada

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  13. Neyvilla Dantas da Silva
    Olá! Eu tive uma complicação parecida após 8dias da Cesária, nis primeiros dias tive que ficar com minha nenê por 1 semana no hospital pois ela teve icterícia, nestes dias foi cruel mal conseguia andar e segurar minha bebê cheguei a ficar febril mas a enfermeira tirou a temperatur e disse que estava normal. Bom no oitavo dia já em casa pela manhã quando fui para o banho senti o local da Cesária duro, como se estivesse inchado, após o almoço sentei na cama e senti como se algo estive estourado no local dos pontos mas ppr dentro, foi quando comecei a sangrar muito pelo local dos pontos, rapidamente fui levada de volt para a maternidade e lá disseram que iam ter abrir novamente, eu sentia muita dor. E quando fui levada novamente para a sala de cirurgia eu fiquei o tempo todo consciente e escutava os médicos conversando, fizeram compressas .
    No dia seguinte quando o médico passou para visitar , eu perguntei o que tonha havido, então ele relatou que foi uma veia que tinha rompido então ficou coagulando sangue e no oitavo dia aconteceu isso. Ele denominou como hematoma de parede. Não sei se foi por erro médico poos o primeiro médico que fez a Cesária já tinha feito 8partos segiuidos eu era a 9. Então depois disso vi muitas pessoas se queixando desse médico. Bom minha bebê agora já tem dois anos e acabei de descobrir que estou novamente grávida. Queria saber se corro algum risco disso vir acontecer novamente, ou se o que houve foi realmente um erro ou descuido por parte do médico que fez minha Cesária.
    Desde já agradeço.

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  14. Neyvilla Dantas da Silva
    Olá! Eu tive uma complicação parecida após 8dias da Cesária, nis primeiros dias tive que ficar com minha nenê por 1 semana no hospital pois ela teve icterícia, nestes dias foi cruel mal conseguia andar e segurar minha bebê cheguei a ficar febril mas a enfermeira tirou a temperatur e disse que estava normal. Bom no oitavo dia já em casa pela manhã quando fui para o banho senti o local da Cesária duro, como se estivesse inchado, após o almoço sentei na cama e senti como se algo estive estourado no local dos pontos mas ppr dentro, foi quando comecei a sangrar muito pelo local dos pontos, rapidamente fui levada de volt para a maternidade e lá disseram que iam ter abrir novamente, eu sentia muita dor. E quando fui levada novamente para a sala de cirurgia eu fiquei o tempo todo consciente e escutava os médicos conversando, fizeram compressas .
    No dia seguinte quando o médico passou para visitar , eu perguntei o que tonha havido, então ele relatou que foi uma veia que tinha rompido então ficou coagulando sangue e no oitavo dia aconteceu isso. Ele denominou como hematoma de parede. Não sei se foi por erro médico poos o primeiro médico que fez a Cesária já tinha feito 8partos segiuidos eu era a 9. Então depois disso vi muitas pessoas se queixando desse médico. Bom minha bebê agora já tem dois anos e acabei de descobrir que estou novamente grávida. Queria saber se corro algum risco disso vir acontecer novamente, ou se o que houve foi realmente um erro ou descuido por parte do médico que fez minha Cesária.
    Desde já agradeço.

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