segunda-feira, 3 de agosto de 2015

#partocomrespeito #carlamarins




Apoiamos à campanha contra a violência obstétrica da revista Época. E aqui neste espaço vamos trazer alguns depoimentos de se emocionar. 


Segue trechos do depoimento de Carla Marins, que teve um parto normal, na Maternidade Maria Amélia, referência em parto humanizado no RJ. Acompanhe esta experiência traumática. “Lá no Maria Amélia, a equipe responsável por partos são enfermeiros, técnicos e auxiliares; os médicos não têm autonomia ali, eles cumprem ordem que é não interferir no atendimento dos enfermeiros e os enfermeiros não tem qualificação suficiente para lidar com todas as etapas do parto; quando a mulher diz que não aguenta mais, eles simplesmente a consideram como mais uma fresca e ignoram”. “Eles pegaram uma penca de enfermeiros, levaram para uma sala e falaram: deixa a mãe gritar, espernear, chorar; é drama e frescura, todo bebe nasce de parto normal”. “Para eles, eu faço parte de uma fatalidade e não de um descaso, estão cegos e ludibriados, parece que foram enfeitiçados. No meu caso, eu me queimei no chuveiro, desmaiei varias vezes, me urinei, evacuei e o meu bebê também evacuou, o cocozinho dele saia pelas minhas pernas elas assistiram a tudo isso inertes, diziam que tudo aquilo era normal; eu chorava, dizia que meu filho morreria, ajoelhava e implorava socorro e elas mandavam psicólogos pra mim e, cada vez mais, eu me desesperava porque eu queria uma única coisa: a cesariana. Procurei, naquele hospital, um bisturi para eu mesma abrir minha barriga e tentar salvar meu filho. Saí nua pelos corredores pedindo socorro; quanto mais pedia ajuda, mais longe elas se mantinham longe de mim”. “Elas não faziam nada, sequer deixavam eu encostar nelas, pegar na mão que fosse. No, final meu filho não nasceu e era tarde demais para uma cesariana. Ele foi lançado para fora de mim através de duas manobras de kristeller e sofri uma hemorragia terrível. Sobrevivi por uma milagre. Horas depois, fui acordada pelo meu marido desesperado, dizendo que Marcel estava no CTI ligado a dezenas de aparelhos entre a vida e a morte. E, depois de três dias, ele morreu; eu só queria estar morta no lugar dele. A morte dele é uma sequência de fatos aterrorizantes”. Lamentamos tal tragédia e nos solidarizamos à dor desta mãe, que hoje se empenha na luta contra a violência obstétrica.

#partocomrespeito
#diganãoaviolenciaobstétrica














Um comentário:

  1. Que horror :(
    Como podem chegar a esse ponto ???
    Que triste esse relato !!!

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