quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DITADURA DA VIA DE PARTO: PARA NÓS E PARA AS CELEBRIDADES


Discussões acerca de gestação, parto e amamentação nunca estiveram tão em voga. 

Gente para meter o bedelho na vida da gestante sempre existiu. Mas, o que se vê atualmente é uma imensa pressão sobre as mulheres no que diz respeito às suas escolhas no pré-natal e, principalmente, quanto à via de parto. 

Dois extremos - naturalistas e cesaristas – trocando ofensas entre si e atacando pessoas comuns em redes sociais, devido à sua opção por certo tipo de parto. 

O que mais nos entristece nesse cenário é perceber que algumas páginas e blogs sobre o tema não estão preocupados em informar as gestantes, mas, sim, em mostrar sua superioridade, tentando provar suas teorias na base do grito e do deboche. 

Parece mais uma guerra de torcidas! 

Mantras e frases de efeito são criados para conseguir adeptas e repelir opiniões distintas. Textos e trabalhos de confiança duvidosas são citados. Interpretações são distorcidas.  

E onde ficam as gestantes no meio disso tudo? 

 As gestantes ficam completamente perdidas e, sem a informação adequada. Acabam se vendo obrigadas a escolher um dos lados.

Se essa situação já é complicada para as pessoas comuns, imagine para as celebridades! Sim, existe a questão da exposição voluntária da celebridade em publicar os detalhes sobre a gestação e o parto, mas, vamos combinar que o assédio da mídia colabora, né? 

E não tem muito como fugir dessa cultura do parto. A cobrança é imensa!

Nós reunimos alguns desses casos de partos de celebridades que tiveram destaque na mídia nos últimos anos.



1) JULIANA PAES


O nascimento do seu primeiro filho foi por cesariana, após a tentativa de parto normal. Ao engravidar do seu segundo filho, ela decidiu por um parto normal novamente. Logo, surgiram reportagens sobre a maternidade, que destacavam seu desejo pelo parto vaginal e outras como essa:  Juliana Paes recorre a um centro espírita para ter seu filho por parto normal”.  (Leia aqui e aqui)

Fato é que a atriz teve parto cesárea na noite do sábado dia 21/07/2013, após rompimento da bolsa. (Leia aqui)

E lamentavelmente acabou sendo alvo de matérias com títulos como: “Princesa faz parto normal e plebeia faz cesariana”, que comparam a atriz com a princesa Kate Middleton que acabara de ter um parto vaginal. (Leia aqui)



2) GUILHERMINA GUINLE



Durante sua gestação, deu entrevistas onde colocava o parto normal como sua primeira opção.

"Faço pilates, vi uma grávida fazendo até uma semana antes de parir e achei muito legal. Estou fazendo caminhada também. Mas tem muita mãe que quer ter o parto normal e na hora acontece alguma coisa que não dá. Mas eu vou fazer de tudo porque sempre o mais natural é o melhor caminho”, opinou. "Se tudo correr bem, será normal. Só farei cesárea se acontecer algum problema, ou ela não nascer até o dia 10", concluiu. (Leia aqui e aqui)

No final, Guilhermina Guinle teve Minna por cesariana no dia 06/09/2013, Rio de Janeiro. (Leia aqui)



3) BÁRBARA BORGES






Durante a gestação, deu várias entrevistas onde falava que fez opção do parto natural. (Leia aqui)

Mas fez cesariana: "O parto teve que ser cesariana. A Bárbara já estava chegando nas 42 semanas e não pôde mais esperar pelo normal. O Martin estava com preguiça de sair (risos). Ele nasceu com 54cm e 4,100kg. Bem grandão! E ela está ótima", declarou a assessora da atriz, que contou com o apoio do marido, o jornalista e empresário Pedro Delfino, na sala de cirurgia. (Leia aqui)

Após 1 ano do nascimento, ela fez seu relato de parto desmentindo a cesariana eletiva divulgada. Em seu depoimento, fala de um parto idealizado e vários motivos que a levaram a cesariana após o início do trabalho de parto. Ente eles, a falta de estrutura hospitalar em uma das maiores maternidades do Rio de Janeiro. (Leia aqui)




4) CAROLINA FERRAZ




Quando estava grávida de seis meses, a atriz de 46 anos contou que estava dedicada apenas à maternidade e que planejava ter parto normal. Então, em uma entrevista, Carolina Ferraz fez uma declaração que tinha medo de parto domiciliar. "Da primeira vez tive parto normal e achei ótimo. Mas tem que ser no hospital, com médico por perto. Nada contra ter em casa, duas amigas minhas tiveram. Mas sou medrosa", conta ela. Leia aquiaquiaqui e aqui. (Ufa !)
  
E choveram críticas. (aqui)

No dia 08/05/2015, Carolina Ferraz realizou uma cesariana para o nascimento da sua filha Isabel que nasceu com 3kg e 48,5 cm. (Leia aqui)

Recentemente, a atriz participou de uma capa de revista onde aparecia amamentando de forma natural o seu filho. Caiu, novamente, nas graças da mídia. (Leia aqui)



5) FERNANDA GENTIL




Fernanda Gentil deu uma entrevista e contou que queria muito que o parto de seu primeiro filho fosse normal. "Estou tentando esperar a boa vontade dele (bebê). A ideia é esperar para fazer o parto normal", explicou a apresentadora.
(Leia aqui e aqui)

E veio a notícia que o filho de Fernanda Gentil havia nascido no dia 28/08/2015, Rio de Janeiro. O parto, uma cesariana, foi realizado às 15h20. Gabriel nasceu medindo 48 cm e pesando 3,100kg. (Leia aqui)

Recentemente, Fernanda fez um desabafo por não conseguir amamentar, sentindo-se fracassada.  (Leia aqui)

E, assim, foi novamente citada na mídia, como podemos ver aqui.




6) ALEXANDRE PADILHA



O ex-ministro da Saúde e ex-candidato ao governo de São Paulo, disse durante a campanha eleitoral que sua esposa que estava grávida faria o parto na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS), defendido pelo casal.

O parto humanizado estava programado, mas Thássia precisou passar por uma cesárea de urgência devido a um quadro de pré-eclâmpsia, doença que se caracteriza por alterações de pressão arterial que podem levar a gestante a crises convulsivas e até à morte.

O caso gerou grande polêmica pois, apesar de usar a estrutura do SUS, o casal contou com a presença do dobro de médicos habituais na sala parto. Ao todo foram três obstetras e três pediatras. Entre eles o próprio diretor do hospital que raramente atendia na linha de frente. Os outros cinco médicos eram todos do Hospital das Clínicas, da USP que se deslocaram para o hospital para a realização do parto. 

A polêmica girou em torno do fato que pessoas comuns não dispõem de tantos médicos e nem podem solicitar seus médicos de confiança quando precisam utilizar o sistema público. 

Durante a internação da recém-nascida na UTI Neonatal, a bebê ficou sob os cuidados de uma médica do Instituto da Criança da USP.

Além da questão do tipo de atendimento diferenciado com a família do ex-ministro, a polêmica se estendeu à realização da cesariana. Acontece que, de acordo com as recomendações do próprio Ministério da Saúde é sugerido primeiramente tentar a via normal de parto e não realizar cesarianas eletivas. (Leia aqui)



7) MANUELA D'ÁVILA





A deputada Manuela D' Ávila, defensora do parto normal e humanizado, entrou em trabalho de parto e permaneceu por várias horas até indicação de cesariana. Sua filha Laura nasceu linda e saudável, pesando 3,32 kg. Amamentou rápido e logo já tinha foto da família na internet. (Leia aqui)

A via de parto não a tornou inferior. Mas ela fez questão de justificar a cesariana e, inclusive, usou o termo "cesárea humanizada", tão criticada por muitos.



8) GRAZZI MASSAFERA



Quando a atriz global engravidou em 2011, provavelmente não sabia que teria que dar tantas explicações sobre a sua via de parto.




Desde o início criou-se uma expectativa em torno do seu desejo de ter o bebê através do parto normal. Ela chegou a ir até a maternidade já com alguns sinais onde fez exames e recebeu orientação de voltar para casa para fazer uma espécie de indução natural do parto - caminhar e movimentar-se na tentativa de acelerar o processo. Mais tarde, a atriz voltou à maternidade para finalmente dar à luz sua bebê por cesariana.

No caso da Grazi, a polêmica ficou por conta do tempo de gestação e comentários maldosos como: “Grazi está na 39ª semana de gestação e poderia esperar até 41ª” pipocaram na mídia. (Leia  aqui)




9) FERNANDA MACHADO




A atriz deu à luz após 18h de trabalho de parto por parto normal nos Estados Unidos. (Leia aqui e aqui) Amamentou exclusivamente seu bebê (aqui). Fez tudo como manda o politicamente correto. No entanto, isso não foi suficiente para imunizá-la das críticas. 

No último domingo dia 25, Fernanda publicou no instagram uma foto do seu filho tirando uma soneca. A foto gerou muitos comentários de pessoas que falavam dos riscos de sufocamento e de morte súbita do bebê. 




A atriz se disse impressionada como as pessoas julgam as mães e postou a foto novamente com o seguinte recado: "... não importa se eu parei a minha vida só para cuidar do meu filho sem babá, se eu passei por 18 horas de um parto super difícil que no Brasil seria com certeza cesárea, se estou amamentando exclusivamente sem 1 gota de fórmula há 4 meses. Parece que vão sempre achar um jeito de criticar uma mãe, as pessoas realmente não percebem que não existe ninguém nesse mundo que  mais preocupada com meu filho do que eu." (Leia aqui)


A verdade é que realmente não importa a via de parto. 
A verdade é que não existe protocolo de mãe perfeita.

A verdade é que existem o IDEAL e o POSSÍVEL.



O Blog Visão de Ilitia deseja a todos uma boa reflexão.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Uma História Real

Era uma vez, uma menina de seis anos. Magrinha, joelhos pontudos, canelas finas, olhos de jabuticaba, cabelos cacheados. Inteligente. Aprendera a ler muito cedo. Adorava estudar.

Ela morava numa vila, às margens da BR, junto à favela. Ali tinha de tudo: esgoto a céu aberto, tráfico, prostituição. Um cenário propício para que ela se tornasse alguém igual aos que a cercavam.

Créditos na imagem


Mas seus pais tinham outra visão. Eles abriram mão de uma casa melhor e de outros bens para investir em sua educação e da sua irmã. Seu pai praticamente a prendia dentro de casa, para que ela não pudesse ter contato com o submundo das drogas e da prostituição.

Sua mãe a inscreveu num teste de um famoso e conceituado colégio da cidade, que tinha como objetivo dar bolsas de estudo para os mais bem classificados. E não é que a pequenina conseguiu? Bolsa integral! Mas a mãe nunca contara pra ela que era gratuito. Dizia que era bolsa parcial, para que a menina desse mais valor, para que se esforçasse mais, achando que os pais estavam pagando por esse privilégio.

Porém, havia outros gastos. Material escolar, transporte, uniforme, merenda. Muito sacrifício para os pais pobres. Eles mal tinham dinheiro pra comprar mochila. A menina levava seus livros dentro de uma sacola de feira. Sua merenda era simples. Seus calçados, farrapos.

Num colégio frequentado pela elite da cidade, é fácil imaginar que essa pequena sofreu muito bullying. Os coleguinhas apontavam pra ela na hora do recreio, rindo e cochichando. As mães a dirigiam olhares tortos e críticos, julgando-a.

No primeiro contato, nas aulas de Ciências, com lições sobre o corpo humano, a menina descobriu sua vocação: Quero ser médica, ela disse. E se esmerou pra isso. Sempre estava entre os três primeiros alunos da escola. Na época de prestar vestibular, seus pais disseram: “Minha filha, você precisa passar na Universidade Federal. Não temos condições de pagar uma particular. E tem que ser aqui, pois não podemos te sustentar em outra cidade.”

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A mocinha, agora com seus 16 anos, estudou com afinco. Abriu mão de noites de sono, de finais de semana e feriados, de momentos com amigos e família. E conquistou uma vaga na Universidade Federal! Daí em diante, foram seis duros anos de estudo e dedicação. Aulas em tempo integral. Nem tinha como trabalhar para ajudar a família. Mais sacrifícios...

No quinto ano da Faculdade, a moça se encantou por uma das disciplinas: a obstetrícia. Que coisa mais linda poder participar do momento mais importante de uma família! Cuidar da gestação e do parto de um novo ser!

E assim foi. A nossa protagonista iniciou a residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Como agora ela ganhava bolsa do MEC e seus pais tinham uma renda melhor, eles resolveram financiar uma casa num bairro mais decente. Ufa!

E, depois de mais três anos, ela terminou sua residência, com especialização em Medicina Fetal. E é preceptora, há 12 anos, no hospital da mesma Universidade que a formou. Ensinando e propagando ciência, conhecimento e ética. Além de amor e respeito ao próximo.

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Essa história é real. A menina sou eu, uma médica desse blog. Esse é o meu relato. Cada um que ler vai interpretar de uma forma e tirar dele a lição que mais lhe convier.

No que diz respeito à proposta desse blog, vejo uma coisa muito clara, aqui: informar, conscientizar, amparar e não julgar. A menina não foi influenciada por aquilo que era comum e sedutor à sua volta. Ela foi guiada pela razão. Apoio, consciência e informação foram fundamentais. E também não temeu ser julgada, pois estava amparada. Reflitamos e até o próximo post!



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

PERDAS GESTACIONAIS



Quando fazemos um teste de gravidez e o resultado dá positivo... quanta emoção! Preparamos uma surpresa pra família e depois saímos contando pra todo mundo! E, a cada etapa da gestação, fazemos novos planos: pensamos no nome pro bebê, idealizamos o enxoval, o quartinho, o parto...

Mas, infelizmente, a realidade não é essa para todas as mães. É claro que esperamos que tudo corra bem, pois uma evolução favorável da gravidez e do parto é o evento mais comum. Porém, algumas mulheres perdem seus bebês em alguma etapa desse processo. Trata-se de um luto doloroso e que, muitas vezes, precisa de ajuda para ser processado.

No dia 15 de outubro, postamos AQUI nossa homenagem às mães que sofreram esse tipo de perda.

Hoje, a psicóloga Renata Duailibi e a médica Ana Maria A. Lana, compartilharam um texto conosco, que se segue:







Por que falar de perda gestacional num blog de maternidade e gestação? Porque perdas existem e são mais comuns do que imaginamos e, justamente, por não ser o tipo de assunto que se conversa nas rodas de gestantes.

A perda gestacional, termo que inclui desde o aborto precoce até o óbito perinatal – ou seja, a morte do bebê pouco antes, durante ou depois do parto – é um evento frequente, que afeta milhões de famílias anualmente em todo o mundo. No entanto, o luto que se segue é comumente experienciado como o chamado “luto não-autorizado”, pouco reconhecido e não-validado, mesmo entre os profissionais da saúde e na própria sociedade. 

O que decorre de um aborto precoce ou de uma perda na qual a experiência não pode ser concretizada (por exemplo, através de funeral ou qualquer ritual que ajude a simbolizá-la), pode se assemelhar ao luto de outras perdas tidas como significativas. 

A perda gestacional não é mais considerada um “não-evento”, como o foi no passado. Entretanto, os casais ainda são muito pouco encorajados a expressar adequadamente a sua dor, tanto pelos profissionais quanto pela sociedade, os quais aceitam e estimulam o estabelecimento precoce do vínculo afetivo durante a gestação, mas, ao mesmo tempo, são insuficientemente preparados para fornecer apoio específico em caso de perda. 

O impacto da perda gestacional pode ter efeitos duradouros na mulher, no casal e na família como um todo. Além de experienciar sentimentos de “vazio”, culpa, raiva e tristeza, a mulher pode tender a se isolar e desenvolver ansiedade, sintomas físicos e até depressão e síndrome de stress pós-traumático. 

A intensidade e a duração do luto mostram algumas diferenças relacionadas a variáveis diversas como a idade materna, grau de fertilidade e perdas anteriores, entre outras.

O suporte emocional à perda gestacional ainda é discutido, havendo estudos – inclusive de metanálise – que mostram resultados inconclusivos quanto à melhor abordagem. Atividades criativas de vários tipos se mostram eficazes na elaboração dessa forma de luto. Trabalhos sobre processo de luto mostram a importância de o aconselhador/terapeuta ser um ouvinte criativo, principalmente na fase aguda, quando a cliente necessita de ajuda para simbolizar a experiência, sem julgamento ou diretividade. 

Na nossa experiência profissional, percebemos claramente a demanda de mães e casais com relação a intervenções que, necessariamente, incluem empatia e consideração incondicional como base do aconselhamento ou da terapia, quando indicada. Atividades criativas de vários tipos também se mostram muito eficazes na elaboração dessa forma de luto. Além disso, redes sociais na internet já existem para abrigar e informar os casais que buscam apoio.

Fazemos parte de um grupo de apoio a perdas gestacionais, e um dos nossos objetivos é dar visibilidade ao tema e voz àquelas que passaram pela experiência. Uma das ações propostas, já iniciada, é a instituição do Dia Nacional de Sensibilização da Perda Gestacional, proposto para o dia 15 de Outubro, como já acontece em alguns países do mundo.




Créditos na imagem



O Visão de Ilitia se solidariza com todos aqueles que já sofreram uma perda dessa natureza. Saibam que vocês não estão sozinhos. Apoiem-se em suas famílias, amigos e pessoas que tiveram experiências semelhantes. E, quando necessário for, procurem ajuda em grupos de apoio e/ou profissionais habilitados. 




Ana Maria A. Lana - Médica, musicoterapeuta com formação em Abordagem Centrada na Pessoa, no Instituto Humanista de Psicoterapia. Professora aposentada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG


Renata Duailibi - Psicóloga clínica, especialista em Psicologia Hospitalar e Tanatologia. Psicóloga do Núcleo Bem Nascer, Belo Horizonte, MG

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Nem as Princesas da Disney Conseguem Amamentar em Paz



Toda princesa da Disney mais cedo ou mais tarde encontra seu príncipe encantado e vive feliz para sempre, certo?!

Certo! No mundo encantado, as princesas da Disney se casaram, engravidaram e hoje já são mamães. Pelo menos, foi isso o que imaginou Loryn Brantz do site BuzzFeed. Ela fez belíssimas ilustrações das princesas Mulan, Bela, Ariel, Jasmine e Pocahontas amamentando seus bebês em público. Veja:


   Bela 

 Walt Disney Studios / Loryn Brantz / Thinkstock / BuzzFeed



   Ariel
 
 
 Walt Disney Studios / Loryn Brantz / Thinkstock / BuzzFeed



     Mulan

 
 Walt Disney Studios / Loryn Brantz / Thinkstock / BuzzFeed

     

   Jasmine

 
 Walt Disney Studios / Loryn Brantz / Thinkstock / BuzzFeed



    Pocahontas

Walt Disney Studios / Loryn Brantz / Thinkstock / BuzzFeed


No entanto, no mundo real a amamentação em público ainda gera polêmica e a postagem, como era de se imaginar, gerou o maior bafafá. Muitos comentários contra e a favor, alguns achando esquisito, outros adorando os desenhos.


Será que as imagens das princesas amamentando podem ajudar a tornar a amamentação em público mais natural aos olhos do mundo? Será que vão proporcionar mais discussões sobre o tema? 


Pelo menos já estamos no caminho.  : )


 E você? O que achou das ilustrações das princesas amamentando em público? Você já passou por algum constrangimento por isso? Conte pra gente!

sábado, 17 de outubro de 2015

Especial Dia dos Médicos


18 de Outubro - Dia dos Médicos


Quem nunca viu na TV ou leu nos jornais casos de pessoas insatisfeitas com seus médicos? Às vezes fica até parecendo que a relação médico-paciente vem se deteriorando. Mas apenas parece.


Verdade seja dita, existem alguns profissionais que não trabalham de maneira eficiente, e em tempos de internet e redes sociais, notícias como essas se disseminam rapidamente e tomam grandes proporções.


Felizmente, esses casos são a minoria. Uma pequena parte diante do gigantesco número de consultas, cirurgias e outros procedimentos que são realizados diariamente pelo país afora.


Os elogios recebidos todos os dias, seja na forma de um sorriso, de um olhar ou do pedido do cartão de visitas; seja em
palavras, em bilhetes ou em presentes, apesar de frequentes, não apresentam o mesmo magnetismo para compartilhamentos públicos.


Resolvemos, então, reunir algumas dessas formas carinhosas, emotivas ou engraçadas que os pacientes encontram para agradecer aos seus médicos. 


Emocione-se e divirta-se: 


1. Gratidão:







A Dra. Aline Dranka atendeu uma paciente que tinha sofrido um corte no pescoço e recebeu o melhor que um médico pode esperar. E ela ainda coleciona mais prints cheios de carinho e respeito que conseguiu com seu trabalho na UPA.



2. Presentões:

 
 


A cirurgiã plástica Caroline Vieira, já recebeu de tudo. Quando estava grávida do seu primeiro filho, João,  recebeu um colar representando a sua família como agradecimento após uma cirurgia. Até o cachorrinho da família foi lembrado. Tempos depois a mãe da paciente também operou com a mesma médica e a presenteou com um anel. E, após 2 anos, foi a vez da irmã. Caroline já estava grávida do seu segundo filho. Em agradecimento, ela ganhou um novo colar, representando agora seus dois meninos.



 

O Urologista Paulo Henrique ganhou uma camisa após uma cirurgia de cálculo renal e o oftalmologista Rafael Anciaes, perfumes.



3. Presentes Inusitados:




 Foto ilustrativa. Fonte: Google Imagens


A mesma Dra. Caroline Vieira nos contou que realizou uma cirurgia de pálpebras em uma paciente de Florianópolis que lhe trouxe de presente 2Kg de camarão. Já o cardiologista Rogério Lima ganhou certa vez 2kg de carne de paca. A anestesiologista Mariana Peixoto ganhou de presente de um paciente que trabalhava em um indústria de alimentos, um cream cheese e seu marido, que é urologista, ganhou um requeijão e uma caixa de pão de queijo.








O Dr. Renato Lins, cirurgião bariátrico, viajou o país inteiro para assistir aos jogos da Copa do Mundo no ano passado. Seu paciente então, o presenteou com essa miniatura da Taça da Fifa, que ele adorou!




4. Palavras de Afeto:




   

A Dra. Flavia Pettersen, oftalmologista, guarda com carinho os bilhetinhos que recebe das pacientes que atende. Um veio junto com uma Bíblia que se encontra na sala da sua casa e o outro com chocolates.










 A pediatra Lilian ganhou uma declaração e um desenho de uma de suas pacientes. 




5. Obstetrícia:

 
Na obstetrícia, agradecimentos e presentes são comuns aos médicos que realizam seu trabalho com amor e respeito.




A obstetra Cristiane, recorda com carinho das flores que recebe, também sempre junto de bilhetes de carinho.  





 A obstetra Taciana Rolindo ganhou uma linda prova de carinho, confiança e gratidão.




   
A Dra. Sandra Valeria tem uma coleção de depoimentos emocionantes e agradecidos na sua timeline do Facebook. 




6. Declarações Divertidas:




   
O corretor ortográfico pegou a infectologista Valéria Paes de jeito. 


  
 

 
O Dr. Carlos Porfírio só descobriu que tinha atendido o Papai Noel no retorno. Ele recebeu um agradecimento no verso de uma foto do paciente e outro no verso de um exame de sangue. 


 




  

E este último agradecimento foi o que nos motivou a escrever este texto. 
A ideia surgiu de uma dedicatória amorosa, que mostra o respeito a um trabalho bem realizado, a valorização do profissional, de uma forma bem engraçada e sincera.



Reflexões



Muitas vezes o que se espera de um médico não é a cura, é o apoio. Não é o diagnóstico certeiro, e sim o empenho em diagnosticar. Não é o tratamento perfeito, mas aquele possível no momento.


Não tem governo que faça um médico desistir, não tem falta de equipamento e de medicações que consigam bloquear a mente e a criatividade. Os médicos são os artistas do SUS. O amor ao próximo é que os leva a seguir em frente.



Se de um lado temos o SUS, no outro existe o setor privado. E a opção por atender no serviço privado também não é fácil: trabalho autônomo, com altos impostos, custos do consultório e a eterna luta com os planos de saúde.


Cada agradecimento ou pequeno gesto de carinho funcionam como combustível e dão forças para o médico seguir adiante. 



O Visão de Ilitia desejam a todos os médicos um Feliz Dia dos Médicos! 


E você? Tem alguma história engraçada ou especial do seu médico para contar pra gente? Quer fazer um agradecimento pra ele? Escreva nos comentários abaixo ou acesse Visão de Ilitia no Facebook e deixe sua mensagem!

:)