quarta-feira, 25 de novembro de 2015

MICROCEFALIA E ZIKA VÍRUS

Diante do crescente número de casos de microcefalia no nordeste do país (Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Bahia) e das inúmeras matérias veiculadas na mídia, decidimos fazer um texto com alguns esclarecimentos às gestantes. Procuramos informações em sites oficiais do Ministério da Saúde. Vamos reproduzir aqui, na íntegra, alguns parágrafos.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/11/entenda-o-que-e-microcefalia-e-como-se-proteger-do-surto.html


 A investigação desses casos está sendo realizada pelo Ministério da Saúde de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde, com o apoio de instituições nacionais e internacionais. Comitês de especialistas apoiarão o Ministério da Saúde nas análises epidemiológicas e laboratorial, bem como no acompanhamento dos casos.


Ainda não é possível ter certeza sobre a causa para o aumento de microcefalia que tem sido registrado nos sete estados. Todas as hipóteses estão sendo minuciosamente analisadas pelo Ministério da Saúde e qualquer conclusão neste momento é precipitada. As análises não foram finalizadas e, portanto, continuam em andamento.


A Fiocruz, que participa das investigações, notificou nesta terça-feira (17) que o Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz concluiu diagnósticos que constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia. O material genético (RNA) do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico, com o uso da técnica de RT-PCR em tempo real.


Apesar de ser um achado científico importante para o entendimento da infecção por Zika vírus em humanos, os dados atuais não permitem correlacionar inequivocamente, de forma causal, a infecção pelo Zika com a microcefalia. Tal esclarecimento se dará por estudos coordenados pelo Ministério e outras instituições envolvidas na investigação das causas de microcefalia no país.


O Ministério da Saúde está tratando deste assunto com a prioridade e responsabilidade que o tema exige, dando transparência aos dados e às informações, com previsão de divulgação semanal do boletim epidemiológico da doença. 


Sobre as gestantes, é importante que elas mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério da Saúde reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é que tem preocupado as autoridades de saúde. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas, agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação.



Seguem outras orientações da NOTA INFORMATIVA N 01/2015 – COES MICROCEFALIAS, divulgada em 17/11/2015

Considerando a possibilidade de associação da microcefalia com doenças infecciosas, ou outras causas, recomenda-se aos serviços e profissionais de saúde que informem a todas as gestantes e mulheres em idade fértil, com possibilidade de engravidar, que:  

1) É importante a atualização das vacinas de acordo com o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde:
- A rede pública do SUS oferece vacinas eficazes e gratuitas, verifique quais são recomendadas para sua faixa etária e idade gestacional;
- É importante lembrar que as vacinas, geralmente, têm um período que varia entre 10 dias e 6 semanas, até atingir a proteção esperada. Por isso, devem ser aplicadas com a devida antecedência;  

2) Informar à gestante sobre uso de medicamentos com potencial teratogênico (nota Visão de Ilitia: teratogênico é aquilo capaz de levar a malformações no feto);

3) Oriente sobre a necessidade de atenção sobre a natureza e a qualidade daquilo que se ingere (água, alimentos, medicamentos), consome ou tem contato, e o potencial desses produtos afetarem o desenvolvimento do bebê.

http://www.jornalfloripa.com.br/emcimadahora/site/?p=noticias_ver&id=15289

4) Durante a gestação é necessário proteger-se das picadas de insetos:
- Evite horários e lugares com presença de mosquitos;
- Sempre que possível utilize roupas que protejam partes expostas do corpo;
- Consulte o médico sobre o uso de repelentes e verifique atentamente no rótulo a concentração do repelente e definição da frequência do uso para gestantes;
- Permanecer, principalmente, no período entre o anoitecer e o amanhecer, em locais com barreiras para entrada de insetos como: telas de proteção, mosquiteiros, ar-condicionado ou outras disponíveis.  

5) Se houver qualquer alteração no seu estado de saúde, principalmente no período até o 4º mês de gestação, ou na persistência de doença pré-existente nessa fase, comunique o fato aos profissionais de saúde (médicos obstetras, médico ultrassonografista e demais componentes da equipe de saúde) para que tomem as devidas providências para acompanhamento da gestação;  

6) Uso de repelentes de acordo com a indicação do fabricante. Os repelentes mais comuns, à base de DEET, são seguros para uso em gestantes.
(Para saber mais sobre o uso de repelentes na gestação, clique nesse link)
http://dermatologiaesaude.com.br/minha-pele/gestantes-repelente-de-insetos/

Nota Visão de Ilitia: 
Ainda não foi comprovada a associação de microcefalia com o Zika vírus. Os órgãos competentes estão cientes do problema e não estão medindo esforços para identificar a causa e trazer respostas à população. 
A recomendação de que as mulheres evitem de engravidar não é oficial e não foi ditada pelo Ministério da Saúde. Portanto, cabe à mulher essa decisão. Em caso de dúvidas, consulte seu médico. 
Mais que nunca, fiquemos vigilantes ao controle da proliferação do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti, principalmente tendo em vista a estação chuvosa e quente. 
Links para consulta:

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