sábado, 12 de dezembro de 2015

O Segundo Sol: histórias de amor e luto

Pensando em J., SPMãe de Maria IsabelCarla MarinsCamila  e outras que sofreram luto por seus bebês, compartilhamos esse lindo trabalho sobre perdas gestacionais. Uma homenagem às mães e pais guerreiros, que enfrentam a dor da perda, algumas vezes iludidos pela promessa do parto ideal e utópico.



Seguem trechos copiados do site oficial do documentário: http://www.osegundosol.com/sobre-o-projeto/

O objetivo do projeto O Segundo Sol é dar voz para o luto de quem passou pela perda gestacional ou neonatal, incluindo as perdas em qualquer estágio da gravidez. O apoio é para mães e pais que passaram pela triste experiência de não trazerem seu filho para casa. Honrar a existência deles no mundo, através da sua história que, embora curta, é muito preciosa e importante. 

E, quando achávamos que a luta por visibilidade fosse apenas falar, descobrimos mais, é preciso mexer na estrutura das maternidades, educar os profissionais de saúde para um melhor atendimento a essas mães que estão a passar pela experiência. Que, daqui pra frente, esse tratamento no hospital seja mais respeitoso e inclusivo. Que possamos ter o direito da despedida, que possamos ser acolhidos nesse momento e não segregados, separados da atuação da equipe médica.


O projeto surgiu da experiência da perda. Nós, Fabrício e Rafaella, engravidamos no início de 2014 e perdemos Miguel em 06 de novembro do mesmo ano. A gestação do Miguel foi um aprendizado em diversos aspectos. Todo o contato que estabelecemos com a questão do parto humanizado, com a realização plena de viver à espera do querido filho. E, já no final, entramos em contato com a hora mais escura da noite, a perda gestacional. Miguel nos deixou sem explicação algumas horas antes de vir ao mundo. É verdade quando dizem que certas experiências nos transformam. Toda a dor vivida nesse processo mudou alguma coisa aqui, dentro de nós. Nós, enquanto vítimas dessa tragédia, tivemos muito apoio, fomos brilhantemente assistidos. Esses meses de terapia, apoio dos amigos e da família nos fez pensar. Pensar que existem mães e pais por aí que não tiveram esse acolhimento. Existem mães e pais por aí que não estão conseguindo enxergar uma luz no fim do túnel. E foi aí que decidimos fazer algo. Não existe uma receita de bolo para este processo, mas acreditamos em um ingrediente universal que gostamos de cultivar aqui: O amor.

O grupo foi idealizado e concretizado pela doula Bel Cristina, terapeuta Ana Lana e psicóloga Renata Duailibi, que apoiam mães e pais enlutados.




Trechos transcritos dos depoimentos das MÃES desse documentário:

"O Théo sempre vai fazer parte da nossa família, ele é insubstituível (...) hoje eu olho e penso, verdadeiramente, que eu viveria tudo de novo para ter essas semanas e dias com ele (...) porque foi a história de amor mais linda que eu vivi e eu realmente me sinto especial por ser mãe dele, porque ele deixou uma mensagem de amor." 

" E, quando acontece esse desabrochar, depois do sentimento da dor, é o maior legado que eu poderia ter nessa vida, é sentir que eu sou um ser humano falho mas, olha que loucura, eu posso amar as pessoas e eu posso receber amor dessas pessoas (...) só a tristeza sente empatia, a alegria não sente."

"Não é necessário acontecer uma coisa tão ruim assim para que a gente consiga olhar pro outro e, realmente olhar pro outro, e oferecer aquele carinho que é tão pueril, é tão leve... tem coisa mais leve que um abraço? Apertado? (...) A gente precisa de menos constrangimento com a dor, menos constrangimento com a lágrima do próximo porque, dor, todo mundo tem.!"


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