sábado, 11 de junho de 2016

ULTRASSOM NA GESTAÇÃO

Não há o que se discutir sobre a contribuição do ultrassom na obstetrícia moderna.O ultrassom é um método seguro, ao contrário do que algumas pessoas têm divulgado, de forma irresponsável, na internet. Nesse texto, vamos falar um pouco sobre o acompanhamento em cada trimestre da gestação.

As rotinas do acompanhamento ecográfico de gestações de baixo e alto risco são distintas. Neste post, não detalharemos os tipos de exames nem a frequência de sua realização, nos dois casos. Apenas descreveremos as principais formas de avaliação por imagem nos três trimestres de gestação, destacando sua importância e indicação.

Bebê de perfil

Primeiro Trimestre

Deve ser feito pelo menos um ultrassom no primeiro trimestre. Esta é a melhor fase para determinar o tempo de gestação, já que algumas mulheres não sabem a data da última menstruação e outras têm ciclos menstruais irregulares, o que dificulta o cálculo da idade gestacional.

Por que é importante datar a gestação? Porque, sabendo a idade gestacional correta, é possível acompanhar o crescimento do bebê e definir a época certa do parto, evitando nascimentos prematuros ou pós-datismo (passar da hora). 

Outro aspecto importante no primeiro trimestre é o rastreamento de doenças cromossômicas, dentre elas, a mais comum e mais conhecida, é a Síndrome de Down. A medida da translucência nucal não diagnostica nenhum problema com o bebê, nem descarta essa possibilidade. Trata-se de um teste de triagem, no qual as gestantes com exame alterado serão conduzidas a outros tipos de avaliação para tentar chegar ao diagnóstico, ou excluí-lo. 

Medida da translucência nucal

Segundo Trimestre

Esta é a hora de fazer o ultrassom morfológico. Sua finalidade é examinar o bebê por inteiro, buscando identificar ou descartar algum tipo de malformação estrutural, ou seja, algum defeito na formação do feto. 

Alguns tipos de malformação podem ser tratadas ainda dentro do útero. Há procedimentos e cirurgias na área de Medicina Fetal que podem reverter os efeitos danosos ou, até mesmo, curar o bebê. 

Mesmo para os defeitos congênitos não tratáveis intra-útero, é essencial que o diagnóstico seja feito, para que haja planejamento do parto e tratamento imediato ao nascimento, se for o caso. Especialmente em relação aos problemas cardíacos, o conhecimento prévio ao nascimento pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte. 

Coração fetal normal

Terceiro Trimestre

Nesta fase, o ultrassom tem o intuito de avaliar o crescimento e a vitalidade fetal, além de detectar anormalidades do líquido amniótico, cordão e placenta. 

O principal teste de vitalidade é o Perfil Biofísico Fetal (PBF). Nele, avalia-se o líquido amniótico e alguns movimentos específicos do bebê, que indicam se ele está bem ou não. Esse exame torna-se especialmente importante ao final da gestação, quando é necessário certificar que o bebê está em condições de permanecer dentro do útero, enquanto se aguarda o parto. 

É claro que, dependendo da necessidade, podem ser solicitados outros exames de ultrassom durante a gestação, principalmente em casos de alto risco. O doppler, por exemplo, que avalia o fluxo sanguíneo (e, indiretamente, a oxigenação e nutrição do feto), não é obrigatório em gestações de risco habitual, mas fornece informações valiosas. Cabe ao pré-natalista determinar a rotina, frequência e os tipos de ultrassom que a gestante deverá fazer, de acordo com a avaliação clínica e as evidências científicas. 

Dopplerfluxometria da artéria umbilical


Resumindo: o ultrassom é um exame de suma importância no acompanhamento pré-natal, sendo capaz de detectar diversas anormalidades, as quais podem ser relevantes na decisão da época e do tipo de parto, muitas vezes determinando um bom resultado para a mãe e o bebê. Ignorar a relevância deste método diagnóstico é retroceder no tempo. 

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