domingo, 18 de setembro de 2016

COMER PLACENTA?


Na última semana, Bela Gil movimentou as redes sociais ao revelar que ingeriu a placenta do seu filho, Nino. Ela misturou numa vitamina de banana e, inclusive, deu pra sua filha, Flor, pra comemorar a chegada do irmão.


AFINAL, O QUE É PLACENTA E PARA QUE SERVE?
A placenta é um órgão exclusivo da gestação.  É formada por um misto de tecidos da mãe e do feto e contém numerosos vasos sanguíneos. É o local onde ocorrem as trocas gasosas, de nutrientes e anticorpos entre mãe e feto. Funciona como um sistema de transporte dessas substâncias: nutrientes e oxigênio passam pela placenta da mãe para o feto; enquanto que o dióxido de carbono e excretas passam do feto para a mãe. Também é responsável pela produção de alguns hormônios que sustentam a gravidez.
A placenta funciona como um filtro, bloqueando e retendo alguns potenciais agentes danosos para o feto, desde medicamentos até agentes infecciosos. É a chamada “barreira hemato-placentária”. Ela impede que o feto tenha contato com algumas substâncias e organismos que possam lhe causar mal. Infelizmente, essa barreira não é perfeita. Álcool, cigarro, medicamentos, drogas e microorganismos podem passar por ela e atingir o bebê, podendo, em menor ou maior grau, causar danos e malformações.

A PLACENTA É ANALISADA DURANTE E/OU DEPOIS DA GESTAÇÃO?
Sim, o estudo da placenta faz parte da rotina do ultrassom durante o pré-natal. São avaliadas sua posição, espessura, calcificações, fluxo sanguíneo, dentre outras características que trazem informações valiosas para o pré-natalista.
Após o nascimento, em geral, a placenta é descartada. Entretanto, em alguns casos, pode se tornar um instrumento valioso para o estudo anátomo-patológico, ou seja, análise laboratorial, que tem como objetivo detectar anomalias vasculares, infecções congênitas e defeitos genéticos. Os resultados podem ser determinantes para diagnosticar complicações na gestação atual e/ou prevenir danos em gestações futuras.

HÁ ALGUM BENEFÍCIO EM INGERIR PLACENTA?

Não há evidências sobre o benefício de ingerir placenta. Não há nenhum estudo científico ou teste que comprove o valor nutritivo da placenta a não ser para o be, dentro do corpo da mãe. Nenhum laboratório destaca o benefício da ingestão da placenta ou de seus derivados, seja no âmbito nutricional, imunológico, no estímulo à amamentação ou na prevenção de depressão pós-parto. Simplesmente, porque não existem estudos suficientes. Analisemos: um produto que é, via de regra, descartado, se tivesse tantos benefícios comprovados, seria uma mina de ouro para a indústria farmacêutica, certo?


SE NÃO HÁ BENEFÍCIO, QUE MAL FAZ?
Não se sabe. Mais uma vez, não há estudos ou testes que reiterem ou refutem essa prática. Porém, é preciso destacar alguns pontos:
- a placenta, assim como qualquer órgão humano/animal, se decompõe e fica sujeita a necrose (apodrecimento) e contaminação por parasitas.
- como a placenta é armazenada e conservada?
- como é feito seu processamento? É higiênico? Pasteurizado? Existe alguma instituição que regule ou fiscalize essa prática?

NOTA DO VISÃO DE ILITIA
Toda mulher é livre. Nosso papel é trazer informação para que as escolhas sejam feitas de forma consciente. O impacto da declaração de uma celebridade pode causar efeitos positivos ou grandes danos. Cabe a nós, assim como deveria ser responsabilidade da grande mídia, trazer fatos e divergências para o debate. 


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quarta-feira, 14 de setembro de 2016


Esta foto de uma médica grávida, com uma criança de 3 anos amarrada às suas costas, cuidando de um jogador de futebol americano, tornou-se viral desde que foi publicada. Foi compartilhada no mundo todo.

"Eis o que acontece quando você está grávida de 35 semanas, o marido está fora da cidade, não tem quem cuide de uma criança de 3 anos e tem que trabalhar!"

Megan Meier é médica do esporte e trabalha dando assistência a vários atletas e dançarinos eOklahoma. 

Ela disse que postou em consideração a outras mães médicas, sobre “o que fazemos todos os dias”. Embora o post tenha sido, originalmente, voltado para tal grupo, Meier disse ao ABC News: “É por todas nós”. "Nós, mães e pais que trabalham, frequentemente temos que executar multitarefas. Nós não damos desculpas; encontramos soluções."

Meier disse estar surpresa que a foto tenha tocado tantas pessoas, de diversas formas. “Há tantas pessoas me abordando, dizendo o quão inspiradora é a foto, por uma série de razões. Tenho me conectado a tantas pessoas interessantes, fortes, as quais compartilham suas histórias, lutas e vitórias. É bem impressionante”

Veja o post original aqui.